Yosemite tem o céu mais escuro que a maioria dos visitantes americanos já viu. Polly ouviu isso de Tomas. Ela queria ver com seus próprios olhos.
Ela esperou a tarde passar em Glacier Point, um mirante a 970 metros acima do fundo do vale. Um pequeno grupo estava lá para o pôr do sol. Polly se acomodou no corrimão.
O sol se pôs atrás da crista da Sierra. O Half Dome, do outro lado do vale, capturou a última luz vermelha em sua face e a manteve por vinte segundos. Depois, o vermelho desapareceu. A multidão aplaudiu suavemente.
Um astrônomo do parque, vestindo um colete marrom, montou um pequeno telescópio. Ele fez uma palestra enquanto o céu escurecia. Explicou que a maioria das cidades americanas perdeu a Via Láctea por causa das luzes das ruas. Mas em Yosemite, em uma noite clara, ainda é possível ver o que os humanos têm visto aqui por milhares de anos.
As primeiras estrelas apareceram uma a uma. Quando escureceu completamente, a Via Láctea era uma faixa de luz pálida cruzando o céu. Era interrompida por manchas escuras onde nuvens de poeira bloqueavam as estrelas atrás delas. A maior mancha escura era chamada de Grande Fenda. Polly podia vê-la claramente.
Read it. Then say it.
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O astrônomo apontou o telescópio para uma pequena mancha perto de Sagitário. "Este é o centro da nossa galáxia", disse ele. "O buraco negro supermassivo em seu coração está a vinte e seis mil anos-luz de distância."
Um visitante olhou pela ocular e depois se afastou. O astrônomo inclinou o telescópio para que Polly também pudesse ver. Pela ocular, havia um denso aglomerado de estrelas e poeira.
Vinte e seis mil anos atrás, a luz que saía daquele aglomerado começou sua viagem até este telescópio. Polly olhou por um longo tempo.